Renascer

sábado, 29 de janeiro de 2011 1 comentários
Renascer é viver.
Sonhando e esperando,
Deixando florescer.
Feliz caminhando!

Renascer cantando
Com o coração aberto.
Sentindo vibrando,
Com o corpo esperto!

Esperança de um dia...
 

Viver e renascer,
Em paz e harmonia...
Renascer é viver!

Renascer crescendo...
Divino reaparecer!
Vida nova surgindo...
Inspiração de Deus no ser!

O que eu queria te dizer

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 18 comentários

Eu queria te dizer
Que quando os primeiros raios do sol entram em meu quarto
Meu primeiro pensameto é seu...
Queria te dizer
Que quando ando pelas ruas
Em cada rosto procuro o seu
Imaginando te encontrar ali, inesperadamente...


Queria te dizer
Que em meu dia a todo momento
Me pego pensando em nós
No que falamos e no que silênciamos...

Queria te dizer
Que ao fechar os olhos
Quando o sono me domina
Meu pensamento procura o seu
E adormeço aconchegada a você...


Queria te dizer
Que você não é a razão da minha vida
Mas me deu mais uma razão para viver...

Queria te dizer
Que você não é o ar que respiro
Mas a seu lado este ar é mais puro...

Queria te dizer
Que o eterno, o infinito
São palavras soltas no tempo
Mas que o amor que aprendemos
É nossa mais doce lição...

Queria te dizer
Que o frescor, a paz e a tranquilidade
Existe apenas nos corações libertos...



Queria te dizer
Que haverá o dia
Que olho no olho
Meu corpo será teu
Porque minha alma caminha a seu encontro
Todos os dias....


                                                                                            Valéria Braz

Fonte das fotos: Google

Ausência da Alma

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 0 comentários


Sinto a ira ofegante se apoderar do meu ser,
 
e o esplendor da vida, roda em cordas mal trançadas
quem me dera poder gotejar esta ira, aah...quem me dera!
De tão grande transborda no barril da minha covardia e padeço na angústia. 
Vivo numa busca incansável por mim... de tanto me apagar, já não existo!
E agora?
Agir, tomar posse de mim... a mente vai e o corpo permanece pálido e vil.
E na ausência da alma não mais vou saber da felicidade.
O que há de novo não me interessa, preciso antes de tudo restaurar o antigo, pois sem ele...já não existo.


Wilma Lopes
http://reflexoalheio.blogspot.com/

Dirás

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 1 comentários



Dirás que não te amei verdadeiramente e o suficiente.
Dirás que meu amor era pouco, era frívolo, era consolo.
Dirás até que não fui competente...

Mesmo que digas inutilmente palavras salafrárias...
Não temerás em dize-las, dirás mesmo que ninguém às escute...
Para que te sintas sensacional e eu uma qualquer, ordinária.

Dirás tudo que quiseres dizer, a toda hora ou instante.

Mas não digas que não tentei de tudo o que estava ao meu alcance.

Rosangela Ataíde


A Voz do Silêncio

4 comentários
Quando os sentidos falam, a mente se cala.
Quando a mente fala, a alma se cala...
Somente em total silêncio verbal e mental
pode a alma falar!
E esse falar é profundo silêncio
- como o nascer do sol,
- como a luz das estrelas,
- como o perfume das flores,
- como o amor do espírito,
- como os vastos desertos,
- como o cume das montanhas...
......................................................
Esse silêncio é plenitude.
Esse silêncio é presença.
Esse silêncio é verdade...

O homem que ouviu a voz do silêncio é tão feliz
que nenhum ruído externo o pode tornar infeliz...

(trecho do livro A Voz do Silêncio de Huberto Rohden)

Ficou a saudade!

domingo, 9 de janeiro de 2011 3 comentários


Me recordo da tia amável 
que viveu na velha fazenda,
de cabelos pretos e longos, 
bem arrumados num coque.
Ela era mãe zelosa...
Trazia na mão uma colher de pau...
E o que a preocupava
eram as folhas do velho cajueiro
amotinadas pelo chão.

Me recordo das noites de conto assombrados
nos quartos da fazenda do passado.
 Quem não lembra da boneca chorona 
que subia no cajueiro?
Do leite fervendo na leiteira.
"Corre vai sujar o fogão!"
Dos primos, das primas e da nossa amizade.
A mesma que gozávamos nos pic-nics do jardim.
Quando a Meire 
ajudava na brincadeira de fazer comidinha
no fogão a lenha!

Me recordo de Luísa ao regressar de Brasília
que fazia das tripas coração para ter diploma na mão.
Da Ana Paula brincalhona. 
Adriana de dedo na boca e a saia mostrando o umbigo.
Da Meire acanhada fugindo do João.
Me recordo do Alexandre, Jonas, Jerônimo.
De Doginho trazendo alegria aos irmãos.

Me recordo e vem a saudade!
Quero que o tempo apague e volte tudo.
Para fazer o que foi feito de novo 
e matar esta saudade que vem no coração!


Rosangela Ataíde


Sem Título

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 14 comentários


Desejo apenas respirar a brisa fresca da manhã
Sentir meu pulmão transbordando a pureza da alma
Parar de pensar nas banalidades dos dias e
Esquecer, à primeira visão  da manhã.

O horizonte escuro,
o barulho desmedido alucinado
das vigas de aço que andam, falam entre si
A conversa rouca dos gases,
O olhar reprimido dos insetos


Desejo imaginar o êxtase, a natureza do prazer
Entoar uma cantinela lúdica

que converse comigo como voz de violino
Plantar uma árvore livre no coração do meu jardim

Cada dia uma nova surpresa
Um diferente caminho quero criar e ser dia após dia

de felicidade infindável crescendo gradualmente
Um simples sorriso, um gesto solidário
Uma caricia sobre os ombros, um abraço apertado
Fiel, sincero, satisfação em compreender
Aprender a escutar, pensar, percepção
Criação e amar.


Texto: Pedro Henrique Bellaver- in memoriam
Imagem: cedida por Clara Bellaver-artista plástica

Other's - By Samanta

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Chegou mansamente num dia de sol, vi seu reflexo na água
rosto conhecido a muitos anos, mas na alma um intrigante mistério...
Fez-se Rei da noite pro dia, num piscar de olhos, num simples gesto...
Supliquei Leve-me! sem você a Vida não tem mais contexto...

O mundo então tranformou-se em Céu
cada momento era eterno, embora viessem em horas inoportunas
seu colar envolveu meu coração feito algema e me afundei na bem disfarçada escuridão...
iludida pelo falso amor inconstante e perverso que embelezava os muitos Nãos...

sem saber mais o que fazer pra recuperar o fôlego
lutei com as forças que jamais imaginei possuir
exauri minhas qualidades, dei tudo de mim...
mas nada era suficiente para manter tal Amor etéreo e trôpego...

aprendi a ser uma guerreira de verdade;
e no fim percebi que o Céu nada mais era que o mais puro Inferno
amei como se deve amar, cegamente , loucamente...
Cresci, mas a confiança se esvaiu e sei que viverei sem ela eternamente...

Hoje ele se esgueira pelas sombras,
Ainda tenta destruir o que já morreu...
e tenta fazer das suas palavras, músicas;
Mas agora o Amor maior é pelo meu EU !

Plenitude

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 2 comentários


Noite total
Amor fatal
Beijo gostoso
Abraço apertado.

Beijo molhado
Corpo suado
Amor prazeroso
Paixão indecente.

Caminho crescente
Amor ao seu lado
Tarde quente
Amor ardente

Corpo suado com o amor saciado.