Sobre a poesia...

sábado, 30 de outubro de 2010 5 comentários
Lalalipui - Ganços

Sendo eu, apenas mais uma 
que a poesia admira,
sinto-a como uma fonte vital de energia.

Da poesia vez por outra
faço alimento,
revigorante fantasia!

Abuso dos poetas...

De todos que admiro.
Sorvendo suas emoções,
fazendo delas - minha.

Vivo com olhar poético
mantendo-a cativa em minh'alma.

E aqui dentro...
crescendo, evoluindo.

Ela vai me transformando...

Sobre a poesia
eu te digo:

Ela me salva a vida
Me liberta
...Me alivia.

Rosangela Ataíde


Lalalipui - Ganços

Na morada do teu corpo

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Na morada do teu corpo
Fiz da noite o meu dia...
Na incerteza do teu olhar
Fiz do amanhecer o pôr do sol...
Nos teus passos
Fiz meu caminho errado...
Na confusão dos sonhos
Fiz minha cama de pecados...
Na solidão de abraços
                    Fiz meu corpo desejar...

E no soluço de uma paixão
Fiz do amor um esperar

Quando na ânsia de beijos
Deixei a emoção amor
Me domar...
Valéria Braz

Se tivessem me falado!...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 5 comentários
É madrugada
(meu horário preferido)
uma sensação me invade e eu preciso escrever,
Para te falar, o que não consegui.
Na hora, me emocionei...
só te escutei! me calei!
Eu sempre tive respostas para tudo, agora...
não sei o que dizer...
só sei que ficar a teu lado é muito bom!
Uma pergunta cala meu coração:
é verdade o que me disse?
que me amas de toda a tua alma?
As lágrimas falam pela emoção...
porque elas correm?
Por uma simples constatação:
se um dia tivessem me falado
que eu me sentiria assim,
eu teria rido e dito:
- "você é louco!”
Se tivessem me falado
que eu te olharia assim,
teria fechado meus olhos...
se tivessem me falado
que tua presença me faria falta
e seria tão importante para mim...
eu manteria distância
e teria corrido para bem longe...
se tivessem me falado
que tua voz seria o som mais delicioso aos meus sentidos,
eu teria tapado meus ouvidos
e não teria te escutado...
se tivessem me falado
deste sentimento inexplicável
eu teria te ignorado e arrancado meu coração
se tivessem me falado,
que eu te amaria assim com tanto ardor e paixão
eu teria fechado para ti as portas do meu coração!
se tivessem me falado,
que a pressão de tuas mãos em minha pele
me transformaria em presa fácil aos teus toques
eu teria me afastado delas
e não te permitiria se aproximar...
se tivessem me falado
do que este sentimento é capaz
eu teria passado bem longe de ti...
Mas...  se tivessem me falado,
que tu me amarias deste modo
eu, teria saído a tua procura muito tempo antes!!!...
e... não teria esperado tanto tempo
para te amar como te amo!
Ah! se tivessem me falado!...

Kassya Mendonça

FLICTS

terça-feira, 26 de outubro de 2010 11 comentários



Era uma vez uma cor muito rara e muito triste que se chamava Flicts
não tinha a força do Vermelho
não tinha a imensa luz do Amarelo
nem a paz que tem o Azul
Era apenas o frágil e feio e aflito Ficts

Tudo no mundo tem cor
tudo no mundo é
Azul
Cor-de-rosa
ou Furta-cor
é Vermelho ou
Amarelo                                                                                   
quase tudo tem seu tom
Roxo
Violeta ou Lilás
Mas
não existe no mundo
nada que seja Flicts
-nem a sua solidão-
Flicts nunca teve par
nunca teve um lugarzinho
nem espaço bicolor
(e tricolor muito menos
-pois três sempre foi demais)
Não
Não existe no mundo
Nada que seja Flicts

Na escola a caixa de lápis
cheia de lápis de cor                                                
de colorir paisagem                                                   
casinha e cerca e telhado
árvore e flor e caminho
laço e ciranda e fita
Não tem lugar para Flicts

Quando volta a primavera
e o parque todo e o jardim todo
se cobrem de cores
nem uma cor ou ninguém
quer brincar com o pobre Flicts

Um dia ele viu no céu
depois da chuva Cinzenta
a turma toda feliz                                             
saindo para o recreio
e se chegou para brincar:
"Deixa eu ficar na berlinda?
Deixa eu ser o cabra-cega?
Deixa eu ser o cavalinho?
Deixa que eu fique no pique?"

Mas ninguém olhou pra ele
só disseram frases curtas
cada um por sua vez:

"Sete é um número tão bonito"  disse o vermelho Vermelho
"Não tem lugar para você"         disse o Laranja
"Vai procurar um espelho"         disse o Amarelo
"Somos uma grande família"     disse o Verde
"Temos um nome a zelar"         disse o Azul
"Não quebre a tradição"            disse claro o Azul-anil
"Por favor não vá querer quebrar
a ordem natural das coisas"     disse violento o Violeta

E as sete cores se deram as mãos
e à roda voltaram
e voltaram                                                            
a girar                                                                   
a girar girar girar
a girar girar girar
e mais uma vez
deixaram
o frágil e feio e aflito
Flicts
na sua branca solidão

Mas Flicts não se emendava
(e por que se emendar?)
não era bom ser tão só
e um dia foi procurar um trabalho
pra fazer a salvação no trabalho:
"Será que eu posso ter um cantinho
ou uma faixa em escudo ou em brasão
em bandeira ou estandarte?"

"Não há vagas"   falou o Azul
"Não há vagas"   sussurrou o Branco
"Não há vagas"   berrou o Vermelho
                                                                                  
Mas existem mil bandeiras
trabalho pra tanta cor        
e Flicts correu o mundo
em busca do seu lugar
E Flicts correu o mundo:
pelos países mais bonitos                             
pelas terras mais distantes
pelas terras mais antigas
pelos países mais jovens

Mas nem mesmo as terras
mais jovens
as bandeiras mais novas
e as bandeiras todas
que ainda vão ser criadas
pensaram em Flicts
para ser sua cor
Não tinham para ele
uma estrela uma faixa
uma inscrição

Nada no mundo é Flicts
ou pelo menos quer ser
O céu por exemplo é Azul
é todo do Azul o mar
"Mas quem sabe o mar
quem sabe?"pensa Flicts agitado                                 
"O mar é tão inconstante
É Cinzento se o dia é cinzento
como um imenso lago de chumbo
E muda com o sol ou a chuva
Negro salgado ou vermelho"

O mar é tão inconstante
tem tantas cores o mar
Mas para o pobre Flicts
suas cores não dão lugar

E o pobre Flicts
procura alguém
para ser seu par                                                               
um companheiro
um amigo um irmão
"Eu posso ser seu amigo"
"Não"      avisa o Vermelho
"Espera" o Amarelo diz
"Vai embora" lhe manda o Verde
e mais uma vez sozinho
o pobre Flicts se vai

UM DIA FLICTS PAROU
e parou de procurar
Olhou pra longe bem longe
e foi subindo subindo                              
e foi ficando tão longe
e foi subindo e sumindo
e sumiu

Sumiu
que o olhar mais agudo
não podia advinhar
para onde tinha ido
para onde tinha fugido                                                      
em que lugar se escondera
o frágil e feio e aflito
Flicts


E hoje com dia claro

mesmo com o sol muito alto
quando a Lua vem de dia                                                                        brigar com o brilho do sol
Lua é Azul


Quando a Lua aparece
-nos fins das tardes de outono-
do outro lado do mar
como uma bola de fogo
ela é redonda e Vermelha


E nas noites muito claras
quando a noite é toda dela
a Lua é de prata e ouro
enorme bola Amarela                                                


MAS NINGUÉM SABE A VERDADE
(a não ser os astronautas)


que de perto
de pertinho


A LUA É FLICTS
Terra vista da Lua













Uma homenagem à Ziraldo
By Neusa Fiesta


                                               


Chá de Lírio

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 1 comentários


Poema e edição: Edison Gil / Áudio e narração: José R. Assumpção

Esse poema é parte do livro: Clara luz do meu Pensar

Sana - haibun

sexta-feira, 22 de outubro de 2010 3 comentários



As águas geladas do mês de outubro desciam o Sana e tocavam os pés descalços que se apoiavam entre uma pedra e outra. A força das águas tocava não apenas seu corpo, mas sim tocava todo o seu ser. Era uma alegria estar ali e se sentir  parte de tudo ao redor... Parte de toda aquela exuberante natureza!

águas que movem
depuram mentes e corpos,
fonte de vida!

águas puras
saciando corpos de 
gentes sedentas.


um manancial
cristalino e doce
rompe a serra!




Nt: Peço aos amigos escritores que perdoem minha ausência aqui na sala. Meu pc fritou e estamos apenas com uma máquina aqui em casa. Como somos 3 aqui o tempo na net estreitou. Mas logo estarei de volta! Grande abraço a todos!
Rosangela Ataíde

É TARDE

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 11 comentários


É tarde, escurece...
O Sol, o maravilhoso Sol, cansado
de mais um dia de trabalho, descansa,
refugiando-se atrás de uma montanha.

Não faz calor, não faz frio.
Temperatura amena e agradável.
Tudo é poesia, tudo é saudade...

Eu me recosto numa poltrona,
fecho os olhos,
e não sei se adormeço.

Não sei se a gente
adormece pensando
ou pensa dormindo.

O pensamento voa...
O pensamento vai longe...
Percorro a estrada do passado.

Esse passado que vive no presente,
Este presente,
que insiste em morar no passado.

O coração que não esquece,
aquele que me esqueceu;
o amor também fenece,
e aquele amor já morreu.

Eu, que fui outrora,
teu grande amor, tua vida;
hoje, sequer, para você existo:
teu peito achou nova guarida.

Abro os olhos, é noite fechada.
Penetro outra vez na realidade...
Em torno de mim, só saudade...

Sonhei?...Delirei?...Quem sabe?...
Não sei se a gente adormece pensando
Ou se pensa dormindo.





Texto: Neusa Fiesta
Imagem: Orange Sun by *Bambi-Claire 

Mal de Amor

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 8 comentários

                                       
Toda pena de amor, por mais que doa,
no próprio amor encontra recompensa.
As lágrimas que causa a indiferença,
seca-as depressa uma palavra boa.

A mão que fere, o ferro que agrilhoa,
obstáculos não são que amor não vença.
Amor transforma em luz a treva densa.
Por um sorriso amor tudo perdoa.

Ai de quem muito amar não sendo amado,
e depois de sofrer tanta amargura,
pela mão que o feriu não for curado.

Noutra parte há de em vão buscar ventura.
Fica-lhe o coração despedaçado,
que o mal de amor só nesse amor tem cura.


 Anna Amélia (1896)

Com carinho para minha amiga Samanta, que adora sonetos!  

ADORAÇÃO

quinta-feira, 14 de outubro de 2010 6 comentários
 
Vi o teu rosto lindo,
Esse rosto sem par;
Contemplei-o de longe mudo e quedo,
Como quem volta de áspero degredo
E vê ao ar subindo
O fumo do seu lar!
 
Vi esse olhar tocante,
De um fluido sem igual;
Suave como lâmpada sagrada,
Bem-vindo como a luz da madrugada
Que rompe ao navegante
Depois do temporal!
 
Vi esse corpo de ave,
Que parece que vai
Levado como o Sol ou como a Lua
Sem encontrar beleza igual à sua;
Majestoso e suave,
Que surpreende e atrai!
 
Atrai e não me atrevo
A contemplá-lo bem;
Porque espalha o teu rosto uma luz santa,
Uma luz que me prende e que me encanta
Naquele santo enlevo
De um filho em sua mãe!
 
Tremo apenas pressinto
A tua aparição,
E se me aproximasse mais, bastava
Pôr os olhos nos teus, ajoelhava!
Não é amor que eu sinto,
É uma adoração!
 
Que as asas providentes
De anjo tutelar
Te abriguem sempre à sua sombra pura!
A mim basta-me só esta ventura
De ver que me consentes
Olhar de longe... olhar!
  

Poema de João de Deus
Imagem: google.com
 
  

Desejo materno...

sábado, 9 de outubro de 2010 5 comentários

Desejo Paz no seu viver!
te desejo;
um amor verdadeiro;
a verdade como companhia;
Dias de chuva;
O sol te aquecendo...

Que na vida:
vá além;
Que ao
 tropeço chegar;
saiba se levantar.

Que sua satsifação
seja verdadeira;
E a honestidade 
sua aliáda.

Desejo que encontre:
sua luz;
um brilho estelar;

Que uma prece materna
interceda por ti.

Desejo-te vida! 
.

Poema:Rosangela Ataide
Imagem: Espera

Aos que aqui vierem

quinta-feira, 7 de outubro de 2010 16 comentários


A todos que aqui vierem...
Gostaria que se sentissem alegres e que todas as desavenças neste momento fossem repensadas...

  Que todas as palavras tristes fossem guardadas... 
Que todas as recriminações fossem silenciadas...
A todos que aqui vierem...
Gostaria que olhassem ao redor e vissem a beleza da diversidade...

A beleza da imaturidade e consequente crescimento...
E que os olhos enxergassem muitos gritos de socorro ao seu redor...
A todos que aqui vierem...
Gostaria que brindassem o nascer do dia...

Silenciassem com seu ocaso e fechassem os olhos na escuridão da noite...
E sonhassem os sonhos dos justos, dos vitoriosos, dos poetas e dos corajosos...
A todos que aqui vierem...
Gostaria que pudessem fazer um brinde ao amor...

Que recebe várias denominações, como amigos, filhos, pai, mãe, o próximo...
A todos que aqui vierem...
Abram um sorriso e sintam que a vida é plena...

Que vale a pena, e que as rusgas, os problemas, são apenas parte do aprendizado de viver....
A todos que aqui vierem...
Desejo que a vida  dê em dobro tudo aquilo que derem a ela!



Valéria Braz

Ninguém é dono da sua felicidade....

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"Ninguém é dono da sua felicidade, por isso, não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.

Somos livres...

E não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

Se você anda repetindo muito "você é a razão da minha vida", cuide-se.
Remova essas palavras e, principalmente, a ação dessas palavras da sua vida, pois fazem muito mal ao seu "eu" interior.
A razão da sua vida é você mesmo.

A sua paz interior é a sua meta de vida...

Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, leve seu pensamento pra os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare
de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque objetivos longe de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.

Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais...

E não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor...
Por fim, acredite que não estamos sozinhos um instante sequer...

Pense nisso, não se destrua por sentir que falta...

Se erga na falta...

Mostre a cada um a cor do seu sorriso!"
 

JB
 
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."
 
Aristóteles

Quando digo: Eu Te Amo!

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Quando digo: Eu te amo!
quero dizer muito mais do que:
"eu gosto muito de você!"
Quando digo: eu te amo!
estou dizendo:
respeito seus limites, compreendo tuas incertezas,
aceito as nossas diferenças...

Quando digo eu te amo,
estou dizendo você é meu universo
com todos os mistérios e as mudanças que ele possui...
és minhas estrelas lindas e inatingíveis...
meu céu... ensolarado ou nublado, com suas nuances de cor...
meu mar calmo ou revolto,
mas meu mar,  com todos os segredos que possui
Quando digo eu te amo!
estou dizendo:
és meu verão com dias de sol, ou imensas tempestades...
és as minhas flores de primavera!
és meu aconchego no inverno!
minhas delícias de outono!
 

Quando digo: eu te amo!
estou dizendo: és a razão da minha existência!
da minha sobrevivência!
ao ver o teu olhar, me transporto deste mundo
para um lugar onde tudo é possível...
Quando digo eu te amo!
estou dizendo: me alegro com as tuas vitórias!
entristeço-me com tuas lágrimas!
emociono-me com tuas lembranças...
Quando digo eu te amo!
estou dizendo: sou alucinada por teus beijos...
meus pensamentos vivem em você!
ter você é como o sol que aquece e faz germinar a terra,
ter você faz brotar em mim a mais pura alegria de viver...
Quando digo eu te amo!
estou dizendo muito mais do que sentes ou podes imaginar...
Quando digo eu te amo!
estou falando do fundo do meu íntimo,
do meu ser, de minha alma...

e coloco nestas palavras toda a emoção e beleza
que elas possam ter...

Quando digo eu te amo!
estou dizendo: sou completamente louca por você
em mim não existe espaço para outra pessoa...
Quando digo eu te amo!
estou dizendo: te aceito como és, 

um ser humano cheio de sonhos,
incertezas; capaz de sorrir e de chorar; 

cheio de responsabilidades que as
vezes acho que não vais aguentar...

Quando digo: Eu te amo!
estou dizendo: meu amor te aceito com as tuas virtudes e,
principalmente com os teus defeitos...
Quando digo eu te amo!
estou dizendo muito mais do que as palavras podem expressar...
por isso:
"Eu te amo!"


Kassya Mendonça 
imagem google.com 

Poema dum Funcionário Cansado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010 4 comentários


A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida num quarto só
Poema de António Ramos Rosa
Foto: Valter Patrial

Palavras e Silêncio

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Meu amigos hoje senti vontade de escrever algo, então lá vai:

Há algumas coisas que são lindas demais para serem descritas por palavras, então é necessario admirá-las em silêncio para poder apreciá-las em toda sua plenitude.
Os grandes discursos servem frequentemente, para confundir ou doutrinar as pessoas, às vezes, o silêncio é mais esclarecedor que um discurso.
Olhe para uma mãe diante de seu filho no berço. Ele consegue dizer tudo o que quer, sem dizer uma só palavra.
Na realidade, as palavras servem de embalagem para os pensamentos. Não adianta longos didcursos para expressar os sentimentos de seu coração. Um olhar diz muito mais.
Na realidade em sua grande sabedoria a natureza nos deu apenas uma língua e dois ouvidos para escutarmos mais e falarmos menos.
Se as palavras não são mais bonitas que o silêncio, então é preferível ficar calado.
Quanto mais o coração é grande e generoso menos úteis são as palavras. É necessário lembrar do provébio dos filósofos: as verdadeiras palavras não são sempre bonitas e as palavras bonitas nem sempre são verdades.
As grandes e evoluidas mentes fazem que com poucas palavras muitas coisa sejam ouvidas.
Asmentes pequenas acham que têm pelo contrário, a concessão para falar e não dizer absolutamente nada.
Poucas palavras são necessárias para dizer “ Eu gosto de você” ou “ Eu te amo”. Portanto todas as outras palavras que poderiam ser ditas são supérfluas...
São necessários dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio.
Ser comedido com as palavras é uma prova de profunda sabedoria.
E saber ouvir também.