Sentimentos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Inerte está meu corpo
Secas estão minhas lagrimas
Vazia se encontra minha mente
Desesperançada ficou a minha alma.

Por vezes estou só, absolutamente só
Sem ninguém para me fazer companhia
Quando também em vôos rasantes
Sinto-me como o destino me quer.

Ando por desertos terrestres
Sem ter sequer sinal de companhia
Luto contra a sina do meu destino
Vivo à cata de sentimentos quaisquer.

Procuro sentimentos esquecidos
Vivo na estrada para encontra-los
Pois através dos sentimentos puros
Aplacarei minha busca desnorteada.

Somente o amor acalma o fogo ardente
Que queima silenciosamente minha alma
Somente a paz daquelas velhas amizades
Poderão mudar o curso da minha existência.

 (Sonia Santos) 

1 comentários:

{ Della } at: 16 de setembro de 2010 19:02 disse...

A nostalgia do eu lírico é de tocar o coração pelo ritmo do poema. Bela escolha, me fez lembrar um verso de Manoel de Barros: "Estou só e socó"
Bjos

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