A cobra e o vaga-lume

segunda-feira, 13 de setembro de 2010
                  Na floresta, todos os animais temiam a cobra. Quando ela passava, os bichos se esquivavam para não aborrecê-la.
                 Um certo dia apareceu por aquelas bandas, um vaga-lume que, alegremente, fazia a festa na floresta, com seu brilho. Os animais faziam questão de prestigiar as aparições noturnas do vaga-lume, pois, enquanto olhavam para ele, esqueciam as preocupações de sobrevivência do dia seguinte. Só a cobra não estava gostando daquilo.
                Cada dia que passava, ela ficava mais irritada com o sucesso que o vaga-lume fazia entre os bichos e, por isso, resolveu que iria comê-lo. Arquitetou vários planos para pegar o vaga-lume e nada dava certo.
                O vaga-lume por sua vez, não entendia porque a cobra vivia querendo devorá-lo, pois, pequeno do jeito que era, nem ao menos servia como aperitivo.
                Mas, num fatídico dia, o vaga-lume fica frente a frente com a cobra, sem condições de escapar.                     Desesperado, antes de morrer, resolve indagá-la: "-Dona cobra, eu não lhe fiz mal algum. Não sirvo para alimento, pois sou bastante pequeno. Por que a senhora quer me comer?" A cobra olha fixamente para o vaga-lume e diz:       "-É que eu odeio ver você brilhar!".



Quantas pessoas passam em nossa vida querendo afuscar nosso brilho? E quantas vezes nos vimos a frente delas indefesas e sem entender o porque?
Que possamos brilhar sem nos incomodarmos com o brilho de outras....
E para aqueles que não conseguem viver vendo o briho dos outros:




"Se sua estrela não brilhe, não procure apagar o brilho da minha!"








Fonte: Histórias e Fábulas - Albigenor e Rose Militão

1 comentários:

{ Della } at: 16 de setembro de 2010 19:10 disse...

Realmente encontramos muitas cobras em nossa vida, algumas até convivem conosco em nosso trabalho, às vezes até mesmo em nossa casa e isso dificilmente conseguimos mudar. Mas o principal desse texto é refletirmos com franqueza se não somos nós as cobras de alguém, neste caso sim, podemos mudar de cobra e, quem sabe, sermos até um vaga-lume em nosso meio.
Parabéns pelo texto. Bjos.

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