Triste

segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Tão escuro, tão soturno,
tão denso, tão dolente.
tão úmido e nevoento
tudo tão morto?

Neste tempo ora quente, ora frio,
é mais dificil do que nunca esquecer!

Brando é o vinho e não poucas taças
dar calor que resista aos ventos gélidos do ocaso.

Voam lá no alto as gaivotas. Reconheço-as:
velhas amigas minhas,
não torneis a trazer velhas recordações !

Deixai a flor que cai jazer onde caiu.
Para que, para quem eu haveria de me enfeitar ?

Junto a janela fechada,
solitária sentinela

Vejo que o céu azul tão negro se tornou !

E o chuvisco na árvore, murmura insistentemente:
tique-taque, tique-taque

Será um momento assim, sentido assim
o que definiremos com a palavra

" TRISTE"

Marcos Airosa

6 comentários:

{ Valéria Braz } at: 23 de agosto de 2010 23:16 disse...

Nossa vc definiu perfeitamente as sensações de quem está triste!
Poema de mestre...
Beijo no coração

{ Jackie Freitas } at: 24 de agosto de 2010 18:14 disse...

Marcos, meu anjo amigo!
Eu penso que esses contrastes de sentimentos são ótimos para destacar o tom claro da luz que aparece no final do horizonte...Quando estamos tristes, tudo nos parece cinza, sem vida...mas há de se lembrar que as cores estão guardadas em algum lugar que nós mesmos escondemos...Quando achá-las, fale sobre o arco-íris, sobre o sol que desponta no horizonte te fazendo amanhecer...
Grande beijo, meu querido! Lindo! Triste, mas lindo poema!
Jackie

{ Jucifer } at: 24 de agosto de 2010 18:25 disse...

mas bah guriiiiii!!!
até de tristeza tu fala bunitim
quem manda saber brinca com as palavras assim
"ora quente ora frio"
céu q num é céu,
olha se é tristeza num sei
mas kkkkkkkkkk
pode corta esta sem tristeza
senaum ovo manda a alma penada do Mister
arruma uma amiiguinha pra ti assombra tbm hehehe

bjim grande guri!

{ Sissym } at: 26 de agosto de 2010 17:49 disse...

Marcos, quando estamos tristes tudo fica meio acinzentado, olhamos sem olhar de fato.

{ Sérgio Marcondes Soares } at: 26 de agosto de 2010 18:00 disse...

Lindo poema!

Só não entendi como pode o som de chuvisco na árvore produzir tique-taque.

Um forte abraço!

{ Della } at: 28 de agosto de 2010 17:06 disse...

Um breve comentário diante de tantos mais que poderíamos ler em seu belo poema:

"E o chuvisco na árvore, murmura insistentemente:
tique-taque, tique-taque"

A ideia - na leitura da poesia- do chuvisco, que poderia ser como um calmante, junto à onomatopeia ( tique-taque),que denuncia que o tempo está passando, faz com que a angústia da passagem das horas na prisão da solidão "junto a janela fechada" seja ainda mais intensificada pela imagem das livres gaivotas.

FANTÁSTICO!!!

E que o Poeta voe como as gaivotas!
Beijo.

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