PERDIDA

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quando sem ti passo os dias e as horas,
Minh `Alma torna-se fria,
molhada como o pranto d ` aurora.

Vago em sombria solidão.
Recolho migalhas que me ajudem
a alegrar o meu infeliz coração.

Basta afastares um pouquinho
e sinto-me desamparada
caindo nas pedras duras do caminho.

Tua ausência cala o canto da Flor,
faz-me inerte, enregelada
pela inexistência de teu calor.

Tecida no Amor que a teus lábios exalo,
minha Vida a ti está enlaçada
feito Rosa que respira o orvalho.

Por mais que tente me afastar,
meu sopro está cingido
no brilho que emana de teu olhar.

Tanto carinho até o fim devotado,
a realidade canta cruelmente
a história de um Ardor fracassado.

Alguns nasceram para no céu florescer;
outros... quis o destino
que por Amor vivessem a padecer.

Sou espécime personificada na segunda intenção
e estou definitivamente perdida,
desregrada pela força infinita desta Paixão.

Poema de Della Coelho
Imagem: google.com

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